Winter is coming.
Bem, depois de ler os cinco livros, já publicados, da saga do George
Martin, impossível não pensar no lema dos Stark. E ter certeza que eles têm
razão.
Essa semana terminei de ler o quinto livro, A Dança dos Dragões,
e como muitos leitores estou assimilando ainda todas as coisas que aconteceram.
Eu ganhei o primeiro livro ainda em 2010, naquela época eu não tinha
ouvido sequer rumores sobre a HBO lançar um seriado baseado nos livros. Lembro
que quando vi o A Guerra dos Tronos fiquei encantada com a
capa, li a sinopse atrás do livro, e fiquei pensando: "deve ser
maravilhoso, mesmo um pouco grande vou ler rapidinho!". Oh quem me dera!
Quando comecei a ler não consegui passar das quatro folhas do prólogo ahahahah.
Confuso, difícil de gravar os nomes, um pouco cansativo, tinha que voltar para
ler novamente, um fracasso. Acabei por deixar de lado pensando que um dia eu
pegaria de novo para ler.
Quando saiu a série da HBO achei maravilhoso. Depois de ver a primeira
temporada logo peguei o livro para ler, mas deixei de lado novamente. Dessa vez
foi por falta de vontade (pelo menos terminei o prólogo!). Acabei vendo as
quatro temporadas e então, esse ano, criei vergonha e fui ler os livros. Sem
dúvidas foi infinitamente mais fácil para similar todos os personagens, eu pude
dar cara aos nomes.
Existem pessoas que não acham a menor graça ler um livro já sabendo o
desfecho, se isso é o normal, então eu faço parte do outro grupo. Não resisto a
um spoiler. Não me importo nem um pouco de saber o que vai acontecer antecipadamente,
isso, por incrível que pareça, me dá mais ânimo para ler, para saber como tal
coisa aconteceu. Saber os detalhes. Os três primeiros livros - A Guerra
dos Tronos, A Fúria dos Reis e A Tormenta de
Espadas - foram os mais rápidos para ler, principalmente o terceiro, o
mais frenético na minha opinião e também na de muitos leitores, pelo que andei
vasculhando por aí. O quarto, O Festim de Corvos, e o quinto, A
Dança dos Dragões, ambos uma leitura mais lenta. Muitas pessoas acharam o
quarto livro muito chato, eu sinceramente não compartilho essa opinião. É sim
uma leitura mais lenta, alguns capítulos foram sonolentos, mas não chatos, da
mesma forma até a metade do quinto livro, a partir daí as coisas começam a
acontecer rapidamente.
O sentimento que eu tive quando terminei o quinto livro foi de
desespero: "preciso saber o final!". E quando lembrei que não existe
data precisa para o lançamento do sexto e sétimo livros, - Os Ventos de
Inverno e Um sonho de Primavera - o desespero foi
maior. Por enquanto tenho que me contentar com O cavaleiro dos Sete
Reinos, que é um conto ambientado em Westeros, nos anos que antecedem a Guerra
dos Tronos.
No que diz respeito a publicação editorial: Não é de hoje que existe uma
reclamação imensa sobre as editoras brasileiras, principalmente quando
comparadas com as editoras estrangeiras. Os livros tem folhas de boa qualidade,
não são aquelas brancas que te cegam. As letras são muito pequenas e apertadas.
Os desenhos das capas são lindos, porém o acabamento é muito medíocre para os
valores cobrados no lançamento e até um bom tempo depois. Hoje você
encontra promoção em tudo quanto é site, mas por favor, custa oferecer um
produto melhor? Um pouco mais caprichado? Uma capa dura para começar. Enfim,
essa é uma das coisas que duvido muito que vai mudar nesse Brasilzinho.
No que diz respeito a forma de escrita: Eu estava divagando sobre a
forma de escrita do Martin, comparando com o Tolkien, visto que o próprio
Martin se declarou fã do professor. Coisas óbvias podem ser vistas como o
detalhismo e o fantástico. Dragões, wargs, os outros, sonhos
verdes. Apesar dessas coisas serem classificadas como pertencentes a literatura
fantástica, a escrita de Martin é muito realista, quando olhamos para o regime
monárquico, costumes, cultura, família, finanças. Isso me faz pensar quase em
algo 'normal' ter um dragão voando. Essa é a beleza de um livro bem escrito,
bem articulado.
Conforme eu ia avançando para o final do quinto livro, todas as tramas iam
se costurando de maneira coesa e coerente. Quando fui percebendo que todas as
histórias estavam rumando para um único lado fiquei extremamente intrigada em
saber como o Martin vai se sair dessa. É o tipo de coisa que te faz pensar:
"o que será que fez ele imaginar tudo isso? O que ele estava fazendo
quando isso veio em sua mente?".
Certamente eu tenho meus personagens favoritos, na verdade o meu
favorito já morreu! Está aí uma das coisas que eu ainda não decidi, qual autor
é o que mais me fez raiva, nesse quesito: o Martin ou o Kirkman nas suas HQ's
do The Walking Dead.
Bem, para os leitores que terminaram todos os livros e estão ansiosos
aguardando o próximo o que resta, além do seriado, é especular o que vai/pode
acontecer. Isso quer dizer TEORIAS! (Para que não leu os livros, não viu o
seriado, tem interesse de ler e ver e não curte saber as coisas antecipadamente
como eu, aviso que terá spoilers a partir daqui. Então, aquela velha história:
estás avisado.)
Andei pesquisando por aí as teorias que já surgiram levando em
consideração, obviamente, a análise dos livros, juntando partes, as profecias
da Daenerys e do seu dragão de três cabeças... De todas as que li e ouvi tem
duas que me parecem mais lógicas.
A primeira: o Jon é uma das cabeças do dragão, já que a Dany não pode
montar mais de um dragão (segundo a história das famílias dragões) e ligando
com o próprio nome do livro As crônicas de Gelo e Fogo.
Visivelmente o Jon é um Stark, pois a descrição dele diz ele ser parecidíssimo
com o Eddard, apesar de a teoria dizer que ele não é filho do Eddard e sim da
sua irmã Lyanna com alguém que tem sangue Targaryen. Nesse ponto temos dois
possíveis pais: o Robert Baratheon e o Rhaegar Targaryen, ambos apaixonados
pela loba, o primeiro ia se casar com ela e o segundo a raptou. Outra teoria
que fala do Jon é que ele seria o Azor Ahai renascido, visto que a Melissandre
o viu no fogo ele sendo "homem, depois lobo, depois homem de novo",
ou seja, depois de ser apunhalado, ele entra na pele do Fantasta e vive nele
por um tempo, até seu corpo humano ser ressuscitado e ele poder voltar para ele.
A segunda, o que complementa a primeira também, é que a outra cabeça da
Dany seria o Tyrion. Confesso que fiquei meio descrente, mas depois juntando os
pedaços fez muito sentido. Tyrion seria meio leão e meio dragão. No livro lemos
trechos que nos leva a crer que de alguma maneira Tyrion tem sangue de dragão,
pois como só os Targaryen conseguem/podem, ele sonha com dragões e nunca fica
doente. O que me leva a pensar que ele seria filho de Joanna Lannister com
provavelmente o rei louco Aerys II, o qual tinha um certo desejo pela mulher do
Tywin.
Além dessas teorias que mais me convenceram, tem um terceiro candidato:
o possível sobrinho da Dany que não morreu, Aegon - antes conhecido como Jovem
Griff. Todas as coisas me levam a crer que ele não é um impostor, como algumas
teorias dizem. Ainda mais porque o Varys, a.k.a Aranha, está envolvido. Mas...
só o Martin nos dirá.
E vocês, já leram? Quais teorias mais convenceram?
