quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Então eu li: As Crônicas de Gelo e Fogo.

Winter is coming.

Bem, depois de ler os cinco livros, já publicados, da saga do George Martin, impossível não pensar no lema dos Stark. E ter certeza que eles têm razão.

Essa semana terminei de ler o quinto livro, A Dança dos Dragões, e como muitos leitores estou assimilando ainda todas as coisas que aconteceram.

Eu ganhei o primeiro livro ainda em 2010, naquela época eu não tinha ouvido sequer rumores sobre a HBO lançar um seriado baseado nos livros. Lembro que quando vi o A Guerra dos Tronos fiquei encantada com a capa, li a sinopse atrás do livro, e fiquei pensando: "deve ser maravilhoso, mesmo um pouco grande vou ler rapidinho!". Oh quem me dera! Quando comecei a ler não consegui passar das quatro folhas do prólogo ahahahah. Confuso, difícil de gravar os nomes, um pouco cansativo, tinha que voltar para ler novamente, um fracasso. Acabei por deixar de lado pensando que um dia eu pegaria de novo para ler.

Quando saiu a série da HBO achei maravilhoso. Depois de ver a primeira temporada logo peguei o livro para ler, mas deixei de lado novamente. Dessa vez foi por falta de vontade (pelo menos terminei o prólogo!). Acabei vendo as quatro temporadas e então, esse ano, criei vergonha e fui ler os livros. Sem dúvidas foi infinitamente mais fácil para similar todos os personagens, eu pude dar cara aos nomes.

Existem pessoas que não acham a menor graça ler um livro já sabendo o desfecho, se isso é o normal, então eu faço parte do outro grupo. Não resisto a um spoiler. Não me importo nem um pouco de saber o que vai acontecer antecipadamente, isso, por incrível que pareça, me dá mais ânimo para ler, para saber como tal coisa aconteceu. Saber os detalhes. Os três primeiros livros - A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis A Tormenta de Espadas - foram os mais rápidos para ler, principalmente o terceiro, o mais frenético na minha opinião e também na de muitos leitores, pelo que andei vasculhando por aí. O quarto, O Festim de Corvos, e o quinto, A Dança dos Dragões, ambos uma leitura mais lenta. Muitas pessoas acharam o quarto livro muito chato, eu sinceramente não compartilho essa opinião. É sim uma leitura mais lenta, alguns capítulos foram sonolentos, mas não chatos, da mesma forma até a metade do quinto livro, a partir daí as coisas começam a acontecer rapidamente.

O sentimento que eu tive quando terminei o quinto livro foi de desespero: "preciso saber o final!". E quando lembrei que não existe data precisa para o lançamento do sexto e sétimo livros, - Os Ventos de Inverno Um sonho de Primavera - o desespero foi maior. Por enquanto tenho que me contentar com O cavaleiro dos Sete Reinos, que é um conto ambientado em Westeros, nos anos que antecedem a Guerra dos Tronos

No que diz respeito a publicação editorial: Não é de hoje que existe uma reclamação imensa sobre as editoras brasileiras, principalmente quando comparadas com as editoras estrangeiras. Os livros tem folhas de boa qualidade, não são aquelas brancas que te cegam. As letras são muito pequenas e apertadas. Os desenhos das capas são lindos, porém o acabamento é muito medíocre para os valores  cobrados no lançamento e até um bom tempo depois. Hoje você encontra promoção em tudo quanto é site, mas por favor, custa oferecer um produto melhor? Um pouco mais caprichado? Uma capa dura para começar. Enfim, essa é uma das coisas que duvido muito que vai mudar nesse Brasilzinho.

No que diz respeito a forma de escrita: Eu estava divagando sobre a forma de escrita do Martin, comparando com o Tolkien, visto que o próprio Martin se declarou fã do professor. Coisas óbvias podem ser vistas como o detalhismo e o fantástico. Dragões, wargs, os outros, sonhos verdes. Apesar dessas coisas serem classificadas como pertencentes a literatura fantástica, a escrita de Martin é muito realista, quando olhamos para o regime monárquico, costumes, cultura, família, finanças. Isso me faz pensar quase em algo 'normal' ter um dragão voando. Essa é a beleza de um livro bem escrito, bem articulado.

Conforme eu ia avançando para o final do quinto livro, todas as tramas iam se costurando de maneira coesa e coerente. Quando fui percebendo que todas as histórias estavam rumando para um único lado fiquei extremamente intrigada em saber como o Martin vai se sair dessa. É o tipo de coisa que te faz pensar: "o que será que fez ele imaginar tudo isso? O que ele estava fazendo quando isso veio em sua mente?".

Certamente eu tenho meus personagens favoritos, na verdade o meu favorito já morreu! Está aí uma das coisas que eu ainda não decidi, qual autor é o que mais me fez raiva, nesse quesito: o Martin ou o Kirkman nas suas HQ's do The Walking Dead.

Bem, para os leitores que terminaram todos os livros e estão ansiosos aguardando o próximo o que resta, além do seriado, é especular o que vai/pode acontecer. Isso quer dizer TEORIAS! (Para que não leu os livros, não viu o seriado, tem interesse de ler e ver e não curte saber as coisas antecipadamente como eu, aviso que terá spoilers a partir daqui. Então, aquela velha história: estás avisado.)
  
Andei pesquisando por aí as teorias que já surgiram levando em consideração, obviamente, a análise dos livros, juntando partes, as profecias da Daenerys e do seu dragão de três cabeças... De todas as que li e ouvi tem duas que me parecem mais lógicas.

A primeira: o Jon é uma das cabeças do dragão, já que a Dany não pode montar mais de um dragão (segundo a história das famílias dragões) e ligando com o próprio nome do livro As crônicas de Gelo e Fogo. Visivelmente o Jon é um Stark, pois a descrição dele diz ele ser parecidíssimo com o Eddard, apesar de a teoria dizer que ele não é filho do Eddard e sim da sua irmã Lyanna com alguém que tem sangue Targaryen. Nesse ponto temos dois possíveis pais: o Robert Baratheon e o Rhaegar Targaryen, ambos apaixonados pela loba, o primeiro ia se casar com ela e o segundo a raptou. Outra teoria que fala do Jon é que ele seria o Azor Ahai renascido, visto que a Melissandre o viu no fogo ele sendo "homem, depois lobo, depois homem de novo", ou seja, depois de ser apunhalado, ele entra na pele do Fantasta e vive nele por um tempo, até seu corpo humano ser ressuscitado e ele poder voltar para ele.

A segunda, o que complementa a primeira também, é que a outra cabeça da Dany seria o Tyrion. Confesso que fiquei meio descrente, mas depois juntando os pedaços fez muito sentido. Tyrion seria meio leão e meio dragão. No livro lemos trechos que nos leva a crer que de alguma maneira Tyrion tem sangue de dragão, pois como só os Targaryen conseguem/podem, ele sonha com dragões e nunca fica doente. O que me leva a pensar que ele seria filho de Joanna Lannister com provavelmente o rei louco Aerys II, o qual tinha um certo desejo pela mulher do Tywin.

Além dessas teorias que mais me convenceram, tem um terceiro candidato: o possível sobrinho da Dany que não morreu, Aegon - antes conhecido como Jovem Griff. Todas as coisas me levam a crer que ele não é um impostor, como algumas teorias dizem. Ainda mais porque o Varys, a.k.a Aranha, está envolvido. Mas... só o Martin nos dirá.


E vocês, já leram? Quais teorias mais convenceram?